NÚCLEOS ARTÍSTICOS

Cia Raso da Catarina

A Cia Raso da Catarina surgiu em outubro de 1997 com a montagem do espetáculo Lampião vai ao Inferno buscar Maria Bonita, de Altimar Pimentel, com estreia no evento Mundão do SESC Santo Amaro, como parte da comemoração do centenário de nascimento de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Em 1999 o espetáculo ficou em cartaz no Centro Cultural São Paulo.

Em Fevereiro de 1999, a Cia Raso da Catarina participa do lançamento de exposição Lampião, Uma Viagem pelo Gangaço, integrando o projeto Cultura Itnerante Dana, com a performance Amanhecer do Lampião de Alessandro Azevedo e Daniela Carmona. Percorrendo posteriormente vinte e uma cidades do estado de São Paulo, dentro do evento Coração dos Outros – Saravá Mário de Andrade!, promovido pelo SESC, que celebrou o escritor. No Panteão da Pátria, em Brasília, a performance foi apresentada por ocasião do lançamento do livro De Virgulino a Lampião, de Vera Ferreira e Antonio Amaury.

Ainda em 1999 a Cia Raso da Catarina cria mais dois espetáculos: Luxo é viver sem Lixo, de Saulo Queiroz, uma fantasia ecológica para adultos e crianças, e Escreveu não Leu o Cordel Comeu, de Lourdes Ramalho e Edielson Pereira, duas histórias escritas em versos, nos moldes da literatura de Cordel.

Em 2000 a Cia Raso da Catarina monta 500 Anos Rasos, do autor paraibano Saulo Queiroz, preparada para a comemoração dos 500 anos do Brasil. O texto posiciona o empreendimento de Pedro Álvares Cabral, em uma hipotética prova de navegação.

Em Seguida vem O apoteótico Melão e Outras mentiras, de Rhena de Faria e Alessandro Azevedo. A peça apresenta uma estrutura que beneficia o diálogo improvisado e é recheada de números tradicionais dos circos do interior.

O Sexto trabalho, intitulado O Atleta teve apresentações marcadas no SESC Verão de 2001. Escrito por Rosane Bonaparte, especialmente par ao palhaço Charles de Alessandro Azevedo. Charles é um Office boy que se prepara para as olimpíadas da Grécia, recebendo orientações de profissionais mais experientes, a bailarina, o cardiologista e a nutricionista.

Com estréia no SESC Vila Mariana em 2001, a peça Charles versus Blanche em Solo de Clarineta, de Rhena de Faria e Alessandro Azevedo, mostra a disputa de dois palhaços pelo mesmo espaço, até que eles resolvem unir forçar para conquistar o público. O espetáculo esteve em 2002 em cartaz no Centro Cultural São Paulo.

Inspirado no Sarau do Charles, contemplando a nossa itinerância e continuidade de trabalho em grupo, estamos desde 2008 nos apresentando pelo estado de São Paulo com o espetáculo de teatro de rua “O Circo Chegou!”, apresentando um pequeno panorama da cultura popular brasileira com mais de 60 apresentações , em mais de 30 cidades de São Paulo.

E desde 1996, pouco antes da fundação da Cia., O Sarau do Charles já era um sucesso de público, reunindo poetas, mímicos, bailarinos, contadores de histórias, palhaços, atores, circenses, músicos, percussionistas, profissionais e amadores, iniciantes e renomados. Foi o primeiro sarau multicultural da cidade, o primeiro a apresentar diversos gêneros artísticos em uma mesma noite. É um espaço experimental com o objetivo de valorizar novos e grandes talentos e proporcionar ao público um programa cultural que se renova a cada apresentação. O Sarau continua atuante até hoje, sempre no terceiro sábado do mês na Vila Madalena.

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